RIO GRANDE DO NORTE 

 

Fugindo um pouco daquela obrigação de rodar primeiro a Capital, acordamos cedinho e seguimos para Galinhos, local indicado por um casal de amigos. Saindo de Natal, seguimos pela BR-406, passando 170 Km de cidadezinhas muito humildes. Em todo o caminho, a vegetação ia aparecendo de forma árida. Ao chegar ao destino, nos espantamos com a quantidade de água. Uma contradição. O carro fica estacionado em um povoado chamado Pratagil e para chegar à Galinhos, um barco faz a travessia do rio.

Sei que o arrependimento não devia fazer parte da vida, mas um deles na minha foi não ter passado mais tempo nesse lugar ou, pelo menos, pernoitado para conseguir um nascer ou pôr do sol. Talvez um dia, caiba um retorno. 

Galinhos ganha pela simplicidade, primeiro porque lá ainda não chegou o ar de modernidade que infesta as grandes cidades, logo você tem uma sensação de liberdade é muito maior. A cidadezinha está localizada em uma faixa de terra entre o rio e uma longa extensão de praia, portanto tem diversão e visual para todos os gostos: piscinas naturais quentinhas na Ponta do Farol,  águas mais geladas do Oceano Atlântico, banho de rio, caminhada nas dunas, manguezais e salinas. Daria para ficar uma semana, não acham?!!! Meio de transporte local: charrete ou a pé!!! 

Bem, aproveitamos o dia, almoçamos em Galos, povoado vizinho e a meta era dormir em São Miguel do Gostoso. A noite caiu rapidamente e resolvemos parar para dormir em Touros, buscando uma pousada qualquer (eu estava cansada de dirigir!!). Achamos uma porcaria chamada Pousada Atlântica. Em compensação, a Pizzaria Quintal, também na praia compensou!!! Quem poderia imaginar que uma pizza de queijo coalho com salsinha poderia ser o maior espetáculo da terra?!!!

Manhã seguinte, seguimos para o marco zero da BR-101, que corta todo o Brasil até o Rio Grande do Sul e passamos a manhã em São Miguel do Gostoso, com suas belas praias e muito vento. Retornamos para Natal, com a idéia de pararmos em Maracajaú para um mergulho, mas a maré estava alta, gerando mudança nossos planos. Almoçamos no Camarões, o melhor prato que comi em muito tempo: Camarões ao Chef, que é um prato de camarões empanados sobre arroz de manjericão, com molho de tomate, mussarela e bata palha. Nossa!!! Só em lembrar me deu água na boca.

Ficamos na Pousada Olho de Tigre, em Ponta Negra, super bem localizada e com um atendimento maravilhoso agregado à um preço mais maravilhoso ainda. A casa foi construída por um grupo de alemães, que se encantaram com o clima e beleza de Natal e serviria como casa de veraneio. A construção foi terminada em 1991 e em 1994 foi adaptada como pousada. Em 2009, após a reforma foi reinaugurada como Pousada Olho de Tigre. Ainda há resquícios da década de 90 nos azulejos e paredes, mas há um certo encanto nisso. A varanda de redes, assim como o belo jardim nos dá a impressão de estar em casa. Outro detalhe importante: a limpeza. Tive a nítida impressão que poderia almoçar no banheiro sem nenhum problema.

No penúltimo dia, fomos ao Maior Cajueiro do Mundo em Pitangui e percorremos as praias do sul até Pipa, cujo centro me lembrou a Praia do Forte na Bahia. Retornamos à Natal no fim da tarde e almoçamos no maravilhoso Tábua de Carne e fechamos a noite experimentando a famosa tapioca da Casa de Taipa. Ao lado da tapiocaria, fica o hostel mais famoso da região, o Lua Cheia que hospeda um pub movimentado no subsolo, mas que vai ser conhecido em uma próxima visita. Eu estava com crianças : )

 

 

Hospedagem: Pousada Olho de Tigre

Onde Comer: Camarões,

                  Tábua de Carne,

                  Casa de Taipa

                  Pizzaria Cipó Brasil