França

Eu, particularmente, não tinha mais nenhum local na Europa na minha wishlist. Não porque a Europa não seja interessante, mas só porque foge um pouco ao meu estilo de turismo e, com tantos destinos na mira,  foi ficando para trás. Bem... então tive que ir à trabalho por duas semanas e como eu não perco uma oportunidade, consegui encaixar 60 horas em Paris e mais um domingo no interior, nas proximidades de Clermont Ferrand, cidade base do projeto que participei. E sim, a oportunidade foi muito bem aproveitada: pela culinária fantástica, pelos bons vinhos (e cervejas) e pela sonoridade do idioma que pouco entendo. O tempo para Paris foi muito curto, mas acho que valeria até se fosse por uma tarde, só para caminhar pelas margens do Sena.  Como sou ninja, não só caminhei pelo Sena como consegui visitar três museus e mais alguns pontos turísticos e sem muita correria, até mesmo porque o transporte público ajuda e muito!!!! Vou precisar abrir um parágrafo só para falar do metrô!

Cheguei no Aeroporto Charles de Gaulle cheia de medo de encarar um dos maiores aeroportos do mundo. Tudo porque vivemos um país que é uma zona e achamos que tudo é difícil. No hall de desembarque há uma enorme área de informações turísticas que prontamente me indicou em qual porta eu deveria pegar o Roissybus, ônibus que me levaria até o Centro e de lá pegar o metrô até meu hotel pela Linha 8. Eu já havia estudado as opções de transfer (porque me recusei a pagar 70 euros de taxi, optando pelos 13 euros de busão+metrô). Em um hora eu já estava fazendo o check in no hotel, largando a mala e arrumando a mochila com minha companheira de viagem (minha câmera) e a caminho da rua para visitar o primeiro cartão postal parisiense: La Tour Eiffel.

Não subi, a fila estava enorme e infelizmente, o Campus du Mars, parque ao redor da torre, estava com o gramado destruído pela seca e pelos turistas que não conseguem ter o bom senso de andar pelo passeio. Andei pelo entorno, inclusive pelo outro lado do Sena, no Trocadero. Sem dúvida, a Torre é o símbolo maior de Paris, linda de todos os ângulos. Como me hospedei bem pertinho no pequeno, charmoso e baratíssimo Hotel Eiffel Turenne, à noite retornei para mais fotos.

 

 

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Acordei relativamente cedo e optei por usar os serviços do L'Open Tour, para ter uma ideia geral da cidade e poder escolher meus destinos no retorno depois das duas semanas de trabalho. Vi tudo muito superficialmente e parei no Hotel dos Inválidos e no Museu Rodin, escultor que está na minha mente, desde a década de 90, quando me apaixonei por Gerard Depardieu no papel do artista, no filme Camile Claudel (vale uma reprise). Às quatro já estava de volta ao hotel para pegar minhas malas e seguir para Gare Bercy, para pegar o trem para Clermont Ferrand em quatro horas de viagem.

 

 

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E para Clermond Ferrand e arredores, eu não vou usar palavras, vou me ater às imagens de Orcines, Puy de Dome, Chateau de Cordes, Orcival, Lac du Pavin e Saint Nectaire.

 

 

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De volta à Paris, consegui dois dias e meio antes de retornar ao Brasil. Foi o suficiente? Claro que não! Paris precisa de calma para degustar, principalmente no que diz respeito aos museus. Então, fiz minhas escolhas e não podia deixar de colocar o Louvre, nem que fosse com o mínimo possível: o Pavilhão Sully que comporta as obras das antiguidades do Egito e  Grécia. No Pavilhão Denon, está a famosa musa de Da Vinci, a Monalisa e algumas fantásticas pinturas, além a colossal entrada que remota à era medieval e a Galeria Apollo. Bem... fiquei só quatro horas no Louvre e é uma pena!!! Em agosto, a noite só cai às 22:00, então saindo do museu fui andando calmamente pelo Jardim de Las Tulleries com direito à café com crepe. A visita ao Louvre à noite é imperdível para apreciar a iluminação da pirâmide.

No álbum abaixo, o resultado da minha passagem relâmpago pelo Louvre.

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E o dia seguinte começou mais uma vez pela espetacular experiência no metrô de Paris, que tem só 14 linhas, 303 estações e 205 km. As estações não chegam a 500 metros uma da outra. Então previamente fiz meu planejamento de onde queria ir e com a ajuda do app da RATP (empresa metroplitana parisiense)  tracei as linhas e integrações que precisava fazer e pé na rua. Comecei parando para tomar um café no Starbucks no Palais Royal, de lá mesmo engatei para o Cemitério Pere-Lachaise, com o foco no túmulo de Jim Morrison e Edith Piaf, mas encantada de um modo geral e também com os túmulos em homenagem aos mortos da segunda guerra, de Alan Kardec e de Eugene Delacroix, cuja obra nunca tinha ouvido falar antes de entrar no Louvre. Em seguida, segui para  as Catacumbas de Paris,  mas a fila estava gigante e desisti em favor de seguir direto para Montmarte, onde carinhosamente chamei de o Circuito Amelie Poulin, o MEU ápice em Paris. O bairro é uma graça, movimentadíssimo com os cafés, barracas de frutas e uma infinidade de turistas que circundam a mais bela igreja parisense: a Sacrecoeur. Uma outra igreja, muito menorzinha, é claro, também me encantou pelos mosaicos e pela arquitetura moura:  Église Saint-Jean-de-Montmartre e enfim o Café Deux Moulins, que serviu de cenário para o filme. Estava lotado.

Quando me dei conta, percebi que "flanar" (termo muito usado para quem turista à pé) demanda tempo e então voltei para as margens do Sena, diretamente para a Notre Dame onde estava acontecendo uma missa que arrombou meus canais lacrimais. Muitas lembranças, muitos agradecimentos e um só pedido. Saí da igreja e fui enfrentar os quarenta minutos da fila para subir na torre. Que decepção!!! A vista é linda, as gárgulas espetaculares, mas completamente fechada por telas (acho que é o sonho dourado dos suicidas), o que implica em uma certa dificuldade para fotografar, compensada pela linda luz do fim de tarde.

Em seguida, mais uma vez, o metrô me levou ao Arco do Triunfo e sim, munida de muita coragem, encarei os 420 degraus para ter a vista noturna de Paris, com direito à Sacre Coeur, Champs Elysees e Torre Eiffel. Uma das melhores vistas da cidade!!! Encarei o metrô de volta ao hotel, podre de cansada. Afinal foi muita rua, além de mais de aproximadamente 1300 degraus (300 na Sacrecoeur, 360 na Notre Dame e mais 420 no Arco do triunfo e estações de metrô). Isso porque estou contando só as subidas. Cansou!!!!

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ROTEIRO:

TORRE EIFFEL - A Torre Eiffel foi construída por Gustave Eiffel para a Exibição Universal de 1889, em comemoração pelo centenário da Revolução Francesa, com previsão de demolição em seguida. Seu uso para estudos meteorológicos e a paixonite dos parisieneses a salvou. Levou dois anos para ser concluída e foi inaugurada pelo Príncipe de Gales que posteriormente se tornou o Rei Eduardo VII do Reino Unido. Até a época da construção, a edificação mais alta construída pelo homem era a pirâmide de Queops (138 metros) e com seus 300 metros, a Torre permaneceu com o título até 1930, quando foi desbancada pelo prédio da Chrysler em NY.

Site oficial: http://www.toureiffel.paris/pt

HOTEL DOS INVÁLIDOS - O Hotel dos Inválidos foi construído por ordem de Luis XIV para abrigar os inválidos de seus exércitos e hoje em dia continua os abrigando, além de ser base militar e sede de vários museus, inclusive o Museu da Armada. Na igreja, encontra-se o túmulo de Napoleão Bonaparte, seus irmãos e filho, além de personalidades militares, é chamada de Eglaise de Dôme, pela sua enorme e brilhante cúpula. Foi construída entre 1679 e 1706.

Site Oficial: http://www.musee-armee.fr/collections/les-espaces-du-musee/dome-des-invalides-tombeau-de-napoleon-ier.html

MUSEU RODIN - Foi inaugurado em 1919 onde antes era o Hotel Biron. Exibe obras do escultor francês Auguste Rodin, que usou o Hotel Biron como sua oficina a partir de 1808 e posteriormente doou sua coleção completa de esculturas e suas pinturas de Van Gogh e Renoir para a França sob a condição de que tinha que transformar o prédio em um museu dedicado às suas obras. Nesse museu está a maioria das obras significativas do escultor: O Pensador, O Beijo e Os Portões do Inferno.

Site oficial: http://www.musee-rodin.fr/

MUSEU DO LOUVRE - É um museu gigantesco, que merece, pelo menos,  dois dias inteiros eu tive uma tarde, naquela de achar que antes pouco que nada. Um dia, quem sabe...

O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais até o reinado de Luis XIV. A transformação do complexo de edifícios em museu iniciou em 1692, quando Luís XIV ordenou a criação de uma galeria de esculturas antigas na Sala das Cariátides. No mesmo ano, o palácio, então desabitado, tendo a corte se transferido para Versalhes recebeu a Academia Francesa e logo a Academia de Belas Artes e a Academia Real de Pintura e Escultura também ali se instalaram. No prédio também aconteceram, a partir de 1699, os tradicionais salões de arte promovidos pela Academia de Pintura e Escultura, que atraíam multidões. De início organizados na Grande Galeria, os salões de 1725 em diante passaram a acontecer do Salão Quadrado (Salon Carré), de onde derivou o nome destas exposições - Salão.

Por outro lado, entre 1750 e 1785 espaços no Palácio de Luxemburgo foram reservados para exibição de obras-primas selecionadas das coleções reais, numa exposição que teve grande sucesso. Em vista disso, o Marquês de Marigny, Superintendente Geral dos Edifícios do Rei, e seu sucessor, o Conde de Angivillier, desenvolveram a idéia de tornar o Louvre um museu permanente. O projeto se transformou em lei em 6 de maio de 1791, quando a Assembléia Revolucionária decretou que o palácio deveria ser um repositório de todos os monumentos das ciências e das artes.

Assim, foi o museu inaugurado como Museu Central das Artes em 10 de agosto de 1793, com um acervo formado principalmente por pinturas confiscadas à família real e aos aristocratas que haviam fugido da Revolução Francesa, exibidas na Grande Galeria e no Salão Quadrado. O público tinha acesso gratuito, mas apenas nos fins de semana, ficando os outros dias reservados para o trabalho dos artistas que desejavam ali estudar as obras dos grandes mestres, determinação que ficaria em vigor até 1855. Gradualmente a coleção foi expandida e ocupou muitas outras salas do complexo.

No período imperial o museu adotou o nome de Museu Napoleão, sendo Dominique-Vivant Denon seu primeiro diretor. Napoleão ordenou reformas e embelezamentos no edifício, e suas conquistas sobre outros países renderam uma grande quantidade de novas peças para o Louvre, embora com a queda do imperador em 1815 as nações espoliadas reclamassem seus tesouros, despovoando as galerias do museu.

Em 1824 foi criado o Museu da Escultura Moderna na Galeria d'Angoulême, com cinco salas para exibição de peças provenientes do Museu dos Monumentos Franceses e do Palácio de Versalhes. Em 1826 Champollion se tornou o diretor do novo Departamento de Antiguidades Egípcias. No ano seguinte foi criado o Museu Carlos X no primeiro pavimento da ala sul do Cour Carré, com uma coleção de antigüidades egípcias, bronzes antigos, vasos etruscos e artes decorativas medievais e renascentistas, ao mesmo tempo em que na ala norte se instalava o Museu da Marinha.

 

A "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, óleo sobre madeira de álamo, 1503-19, provavelmente concluída enquanto o artista estava na corte de Francisco I. É uma das obras mais conhecidas do acervo do museu.

 

Alexandros de Antioquia: a Vênus de Milo, outra das peças-símbolo do Louvre.

Por um breve período, entre 1838 e 1848, uma importante coleção mais de 400 pinturas espanholas foi mostrada na Galeria Espanhola, criada por Luís Filipe, até ser vendida em Londres poucos anos depois. Não obstante, a presença desta coleção na França, que pouco conhecia da arte espanhola, foi uma influência decisiva sobre artistas como Corot e Manet.

Com o desenvolvimento da arqueologia e novas escavações e aquisições no Oriente, uma quantidade de relíquias da antigüidade foi transportada para o museu, dando origem à fundação no Louvre do primeiro museu de Assiriologia da Europa, inaugurado em 1847. Este foi seguido em breve pela criação do Museu Mexicano, do Museu Etnográfico e do Museu da Argélia, atendendo ao gosto pelo exótico que se tornava uma voga na época, e ao crescente interesse dos estudiosos pelas artes tradicionais de outros povos, sendo instalados no Pavilhão de Beauvais. Também nesta época se acrescentaram três novas grandes galerias ricamente decoradas.

Sob Napoleão III foi aberto o Museu dos Soberanos na Colunata de Perrault, dedicado a exibir as relíquias da monarquia francesa desde Childerico I até Napoleão, constituindo um acréscimo importantíssimo ao Departamento de Artes Decorativas. Também foi terminada a ala norte, ligando o Louvre e o Palácio das Tulherias, incluindo outras alas menores internas e pátios, conformando o Cour Napoleon, finalizado em 1857, com decoração acabada em 1861. Outro acréscimo importante foi a aquisição da coleção do Marquês de Campana, com mais de 11 mil peças de pintura, artes decorativas, esculturas e antigüidades, formando o Museu Napoleão III. Durante a Comuna de Paris o Palácio das Tulherias, um grande símbolo da monarquia, foi incendiado, e o fogo chegou a ameaçar o Louvre.

Depois de longa hesitação entre a reconstrução do palácio perdido ou sua demolição, decidiu-se por esta, marcando o início do Louvre moderno. Foram reconstruídas as extremidades do antigo Palácio das Tulherias, hoje os Pavilhões de Flora e Marsan, e duplicou-se a ala norte. Escavações no Oriente trouxeram novas peças para o Departamento de Antigüidades do Oriente Próximo recentemente criado, sendo apresentadas ao público em 1888 em salas novas.

O início do século XX viu nascer o Museu de Artes Decorativas, criado em função das Exposições Universais de Paris. Na seqüência, uma grande doação da Baronesa Delort de Gléon, e mais a reunião de outras peças similares anteriormente dispersas nas seções de artes decorativas, levou em 1922 à abertura de uma galeria exclusivamente para Arte Islâmica no Pavilhão do Relógio, e logo o diretor dos Museus Nacionais, Henri Verne, lançou um plano ambicioso de expandir os espaços disponíveis para arte no palácio, que até então abrigava também diversos escritórios da administração pública. Assim foram reorganizadas várias galerias para escultura antiga, escultura européia, pinturas, arte egípcia e do Oriente Próximo, e artes decorativas.

Com a eclosão da II Guerra Mundial as coleções foram evacuadas, com exceção das peças mais pesadas, que permaneceram protegidas por sacos de areia. O acervo foi inicialmente depositado no Castelo de Chambord e a seguir foi disperso entre vários locais, permanecendo constantemente em mudança, por medidas de segurança. Mesmo esvaziado, o museu reabriu ao público em 1940 com uma coleção de cópias em gesso de estátuas célebres. Em 1943, com a coleção ampliada, o Museu da Marinha por transferido para o Palácio de Chaillot.

Depois da guerra se iniciou um plano para reorganização geral de todas as coleções estatais de arte. A coleção de arte asiática do Louvre foi designada para o Museu Guimet, e foi incorporado o pavilhão do Jeu de Paume como Museu do Impressionismo. Com a saída do Ministério das Finanças do Pavilhão de Flora em 1961, tornou-se livre um grande espaço adicional, possibilitando a melhor acomodação de seções de pintura, desenhos e do Departamento de Escultura, instalando-se também laboratórios de restauro e oficinas. Os espaços liberados foram inaugurados oficialmente em 1968 com uma exposição de arte gótica da Europa.

A década de 1970 foi marcada pela crescente necessidade de adequar os espaços de exposição aos novos conceitos museológicos e de se oferecer melhores instalações para os visitantes. Destarte, em 1981 o presidente François Mitterrand lançou o projeto do Grande Louvre, para devotar o palácio do Louvre em sua inteireza às artes. Como conseqüência, os escritórios do Ministério das Finanças que ainda permaneciam na Ala Richelieu foram deslocados para outros edifícios e finalmente o Louvre pôde dispor de todos os seus espaços. Foram iniciadas grandes renovações em todo o museu, cujo coroamento visível é a Grande Pirâmide que ora serve de entrada principal. A reestruturação do acervo, mais coleções do Museu Nacional de Arte Moderna, deram origem ao Museu d'Orsay.

Enquanto isso, as reformas continuavam no complexo principal em torno do Cour Carré, com a reforma da Ala Richelieu, a inauguração da Ala Sackler para antigüidades do Oriente Próximo e a abertura de grandes espaços novos para as antigüidades egípcias. Em 1996 foi anunciada a criação de um museu para a arte étnica, inaugurado em 2000 no Pavillon des Sessions com cerca de 100 peças representativas de suas culturas, e continua em curso a reacomodação de todo o Departamento de Arte Islâmica.

Site oficial: http://www.louvre.fr/en

MUSEU D´ORSAY - Eleito meu favorito, foi fundado em 1986 em edifício que originalmente serviu como estação de trem -- erguida para a Exposição Universal de 1900 --, o Museu d’ Orsay reúne trabalhos produzidos no período entre 1848 e 1914. Não por acaso este foi uma das fases mais criativas e inovadoras da história, tanto do ponto de vista artístico como no campo da filosofia e das ideias, que influenciaram fortemente as obras da época.

Trazidas de outros três centros artísticos – incluindo o Louvre –, figuram no acervo do Orsay pinturas, esculturas e fotografias feitas por mestres do impressionismo, pós-impressionismo e realismo. Estão aqui trabalhos de Monet e Manet, Degas, Matisse, Cézanne, entre outros mestres.

Site oficial: http://www.musee-orsay.fr/en/home.html

ARCO  DO  TRIUNFO - Iniciado em 1806, após a vitória napolionica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas do Primeiro Império Francês, sob a liderança de Napoleão Bonaparte – seja este oficial das forças armadas, esteja ele dotado da eminente insígnia imperial. Só os alicerces demoraram dois anos a construir e, em 1810, quando Napoleão entrou em Paris pelo oeste com a sua noiva, a arquiduquesa Maria Luísa de Áustria, ele tinha uma maquete em madeira do Arco. O arquiteto Jean Chalgrin morreu em 1811 e as obras foram retomadas por Jean-Nicholas Huyot. Durante a Restauração Francesa, a construção foi interrompida e não seria terminada até ao reinado de Luís Filipe I de França, entre 1833 e 1836 pelos arquitetos Goust, e depois Huyot sob a direção de Héricart de Thury. A 15 de dezembro de 1840, os restos mortais de Napoleão, trazidos de Santa Helena, passaram sob o Arco no seu caminho para a última sepultura do Imperador no Hôtel des Invalides. Antes de ser enterrado no Panteão, o corpo do escritor Victor Hugo esteve em câmara ardente sob o Arco na noite de 22 de maio de 1885.

 

Após a sua construção, o Arc de Triomphe tornou-se o ponto de partida dos desfiles militares do exército francês após campanhas militares vitoriosas e para o Dia da Bastilha a 14 de julho. Alguns dos desfiles vitoriosos que ocorreram neste local incluem do exército alemão em 1871, do exército francês em 1919, do exército alemão em 1940 e dos exércitos aliados em 1944 e em 1945. Após a transladação do soldado desconhecido para o Arco após a Primeira Guerra Mundial, os desfiles militares evitam passar pelo seu centro. Este gesto pretende mostrar respeito para com a campa e o seu simbolismo. Tanto Adolf Hitler em 1940 como Charles de Gaulle em 1944 cumpriram esse gesto.

CEMITÉRIO PÉRE LACHAISE - No início do século XIX, vários novos cemitérios substituíram as antigas necrópoles parisienses. Fora dos limites da cidade foram criados o cemitério de Montmartre a norte, o cemitério do Père-Lachaise a leste, o cemitério de Montparnasse a sul e, no coração da capital, o cemitério de Passy.

A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre-Théodore Brongniart em 1803 e, desde a sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 44 hectares. Recebeu a sua denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise ("o padre La Chaise"), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

Em 21 de maio de 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para uma primeira inumação; a de uma pequena menina de cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.

Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.

É dividido em quarteirões numerados, o que facilita encontrar a sepultura dos famosos. Eu não planejei minha visita e tive uma certa dificuldade. Minha sugestão é marcar previamente os escolhidos e levar um mapa impresso do local.

    Escritores:

    Escultores e pintores

     Músicos e cantores

    Actores e Cineastas

Outros

  • Isadora Duncan (1877-1927), dançarina americana (divisão 87)

  • Allan Kardec (1804-1869), codificador do espiritismo (divisão 44)

CATEDRAL DE NOTRE DAME -  É uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Paris, na pequena ilha Île de la Cité.

A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da alta sociedade, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.

A arquitetura gótica substituiu as paredes grossas das igrejas românicas por colunas altas e arcos capazes de sustentar o peso dos telhados. Como consequência, os edifícios góticos ganharam um aspecto mais leve, e as janelas, mais amplas e altas, foram decoradas com belos vitrais coloridos que filtravam a luz natural, e com isso, criavam um "clima" de misticismo em seu interior.

As gárgulas adornam as calhas que escoam ás águas das chuvas. Acredita-se que as gárgulas eram colocadas nas Catedrais Medievais para indicar que o demônio nunca dormia, exigindo a vigilância contínua das pessoas, mesmo nos locais sagrados.

BASILICA SACRE COEUR - A basílica está localizada no topo do Monte Martre, o ponto mais alto da cidade. A basílica do Sagrado Coração foi construída com mármore travertino extraído da região de Seine-et-Marne, o que lhe proporciona uma tonalidade branca.

Um dos monumentos mais visitados da França, a basílica tem o formato de cruz grega adornada por quatro cúpulas, incluindo a cúpula central de oitenta metros de altura. Na abside, uma torre serve de campanário a um sino de três metros de diâmetro e de mais de 26 toneladas.

A construção começou em 1875 e foi concluída em 1914, embora a consagração da basílica tenha ocorrido apenas após o final da Primeira Guerra Mundial.

Site oficial: http://www.sacre-coeur-montmartre.com/portugais/

SAINT CHAPELLE - É uma capela gótica situada na Île de la Cité em Paris, construída no século XIII por Luís IX (São Luís). Foi projectada em 1241, iniciada em 1246 e concluída muito rapidamente, sendo consagrada em Abril de 1248. O seu patrono foi o devoto rei francês Luís IX, que a construiu para servir de capela do palácio real. O restante do palácio desapareceu completamente, sendo substituído pelo actual Palácio da Justiça. Depois de terminada, a Sainte-Chapelle carecia de santificação pela presença de relíquias apropriadas e, assim, obteve-se a coroa de espinhos de Cristo, obtidas do imperador latino de Constantinopla, Balduíno II, pela exorbitante soma de 135.000 libras. Para ter uma ideia de relatividade, a construção de toda a capela custou 45.000 libras. Além de outras relíquias, acrescentou-se ainda um fragmento da Vera Cruz e, desta forma, o edifício tornou-se um precioso relicário. Consiste de duas capelas sobrepostas, a inferior reservada aos funcionários e moradores do palácio, e a superior para a família real. A ideia de uma capela palaciana se baseou na Igreja da Virgem de Pharos, anexa ao Grande Palácio de Constantinopla, onde estavam as relíquias saqueadas pelo Império Latino durante a ocupação da capital do Império Bizantino (1204 - 1261).

Os aspectos mais belos e notáveis da construção, considerados os melhores do seu género em todo o mundo, são os seus vitrais emoldurados por um delicado trabalho em pedra, com rosáceas acrescentadas à capela superior no século XV. Não existe nenhuma menção directa ao arquitecto, mas o nome de Pierre de Montreuil, que reconstruiu a abside da Basílica de Saint-Denis e completou a fachada de Catedral de Notre Dame, é por vezes associado ao projecto. Durante a Revolução Francesa a capela foi transformada em escritório administrativo e os vitrais foram tapados com enormes armários. A sua beleza oculta foi assim inadvertidamente preservada do vandalismo que sofreu em outras partes, tendo sido destruídos os assentos do coro e o painel do altar principal, o pináculo do tecto deitado abaixo e muitas das suas relíquias dispersas. No século XIX Viollet-le-Duc restaurou a Sainte-Chapelle, e o pináculo actual é obra sua.

Site oficial: http://www.sainte-chapelle.fr/