Andaluzia

 

E a melhor coisa que fiz foi colocar o sul da Espanha no meio da viagem, entre Lisboa e Porto, foi um descanso e tanto dos lusitanos. Posso dizer, que foi o ápice da minha primeira visita à Europa (que talvez não veja minha cara tão cedo). É visível a influência árabe na arquitetura, nas pessoas, nas ruas, por isso a região da Andaluzia é chamada de Espanha Moura.

 

Fiz de Sevilha, meu ponto de partida e de trem ou ônibus, percorri algumas pequenas distâncias para Granada, onde fiquei por uma noite, para Córdoba e Cádiz. Minha frustração foi Ronda, mas um vacilo na emissão da autorização internacional para dirigir, me impediu de alugar um carro. Se me arrependi de ter separado somente seis dias para o sul da Espanha? Muiiiiiito!!!! Eu deveria ter invertido e ficado menos tempo em Portugal. Mas, cometer erros, faz parte!

 

Comprei uma passagem aérea Lisboa x Sevilha x Porto, pela TAP, para economizar tempo no deslocamento, por um valor bem pagável. Com o Tratado de Schengen, a entrada na Europa por Portugal, nos torna aptos a nos deslocar para os países signatários sem muito stress. Não olharam nem pra minha cara, nem em Portugal e muito menos na Espanha. 

 

Para Córdoba e Granada, optei pelo ônibus  (Alsa) para poder percorrer as estradas lindas e sinuosas, observando aquele mar de oliveiras.  Em Sevilha há duas rodoviárias: Plaza de Armas e Prado de San Sebastian. A primeira fica um pouco mais distante, aproximadamente três quadras da Ponte de Triana e a segunda bem próxima ao Bairro Judeu, onde nos hospedamos. A escolha da rodoviária depende mais do seu destino. Para Cádiz, optei pelo trem da Renfe, muitíssimo mais confortável que o ônibus. Hoje, eu faria a opção pelo trem para qualquer lugar.

 

Sevilha requer algumas horas para adaptação, como fiquei hospedada no bairro Santa Cruz, no Hostal Plaza Santa Cruz, a cada saída eu me perdia nos becos que mais parecem um labirinto. Ainda assim, é o melhor bairro para hospedagem, muito próximo aos pontos turísticos, lojinhas e bares. Vamos falar do que fazer em Sevilha... eu diria que até não fazer nada,  vendo o movimento da rua, já é um programão.

 

Chegamos um pouco antes do almoço e fizemos o primeiro tour na Catedral de Sevilha, ficamos mais de duas horas dentro dela. Afinal, é a maior catedral da Espanha e a terceira maior do mundo. Foi edificada no solar que ficou após a demolição da antiga Mesquita Alfama de Sevilha. Guarda o túmulo de Cristovão Colombo. Na mesma estrutura, encontra-se a La Giralda, um antigo minarete que foi convertudo em campanário. Tem 104,1 metros de altura e 32 rampas levam até o topo. Almoçamos (não lembro o nome do restaurante, mas nem vale a indicação). Mom foi descansar e eu fui me perder pelos becos até achar o Metropol Parasol para ver o pôr do sol. Também conhecido como Las Setas, o  Metropol Parasol é uma contrução de madeira, localizado na Praça La Encarnacion, na zona antiga da cidade. Foi desenhado pelo arquiteto alemão Jurgen Mayer-Hermann e sua construção terminou em 2o11. tem 150 metros por 70 metros e uma altura de 26 metros. É um local surreal.

 

No dia seguinte, nos misturamos a um free walking tour, que é gratuito mesmo (por que essas coisas não funcionam no Brasil?). Tivemos a maior sorte, com a Helena da  Pancho Tours. Fizemos os três tours propostos e no fim do dia eu precisava de novos pés e ainda fomos a um Flamenco Free. Dia completo e perfeito!!!

11:00 - Tour Monumentos (Catedral e La Giralda, Puerta de Jerez, Palacio de San Telmo, Fabrica de tabaco e universidade, Estátua de El Cid, Prado de San Sebastián, Maria Luisa Parque e Plaza España.

13:00 - Triana e Ciganos (Torre do oro, Ponte San Telmo, Monumento à Rodrigo de Triana, Igreja de Santa Ana, Calle Bettis, Mercado de Triana.

16:00 - Bairro Judeu (Alcazar, Bairro Santa Cruz, Estátua de Don Juan, Colunas Romanas, Largo Alfalfa, Igreja de El Salvador, Plaza São Fracisco

Para fechar o dia do 0800, fomos assistir ao flamenco do La Carboneriaque confesso não ter aproveitado o quanto seria possível, porque estava podre de cansada!

 

Eu poderia ter feito Córdoba e Granada, mas optei por fazer bate e volta a partir da Sevilha, para evitar o trânsito de malas (pra mim, esse é o maior transtorno das viagens). No terceiro dia, partimos bem cedinho para Córdoba, com foco principal na visita à Mesquita-Catedral. No quarto e quinto dias, o destino foi Granada, sendo a visita à Alhambra o ápice da Espanha!!! Ainda bem que sou uma pessoa organizada e havia comprado os tickets com bastante antecedência. Para fechar com chave de ouro, a última cidade visitada foi Cádiz, com seu belíssimo forte de São Sebastião, dessa vez de trem (muito mais confortável que o busão!).